Apresentação pessoal, jovens são os que mais temem na dinâmica em grupo.

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As palavras “dinâmica em grupo” (apresentação) assustam muitos profissionais, especialmente os mais jovens que estão entrando no mercado de trabalho. Ter de ser apresentar a um grupo de desconhecidos e ser avaliado pelo entrevistador são as etapas que os estagiários acham mais difíceis nessa fase do processo seletivo.

Apesar de muitos não gostarem, não há como fugir da dinâmica, já que ela é fundamental para que as empresas possam avaliar o comportamento do candidato.
Por meio de atividades lúdicas, que são paralelas à realidade corporativa, os recrutadores avaliam o comportamento dos candidatos. O importante é saber como a pessoa age em determinada situação e não qual resultado ela alcança.

Além disso, a empresa aplica esse tipo de análise para facilitar a escolha do profissional quando há muitos candidatos no processo de seleção e para manter um banco de currículos, que é necessário em caso de desistência do colaborador ou da não-adaptação.

As dinâmicas são mais comuns para a escolha de estagiários e trainees, mas são aplicadas também em cargos de analistas e até para uma coordenação júnior. Por isso, se você ainda está no início da carreira, é melhor se preparar, já que muitas dinâmicas ainda surgirão em seu caminho.

Não existe uma fórmula pronta para que o profissional se dê bem na avaliação em grupo, mas é possível seguir algumas orientações que podem ajudar.

A primeira delas é treinar em casa uma pequena apresentação, que contenha informações como nome, onde estudou, idade e o tipo de experiência profissional ou pessoal, como trabalho voluntário ou trabalho da faculdade, se já teve. Apresente-se para um parente que tenha um olhar crítico e que possa ajudar. Mesmo se a atividade for diferente na dinâmica, como contar a história em formato de filme, o básico já está estruturado na cabeça.

Treinar também ajudará a não ter as famosas gagueiras, que entregam o nervosismo e a ansiedade. Outra dica é que a pessoa fale entre a primeira metade do grupo, ou seja, se forem 10 pessoas, fale entre os cinco primeiros. Assim, a pressão de conhecer os concorrentes diminui e o candidato não perde o foco.
Quem acredita que o candidato que fala mais será o selecionado está enganado.

O recrutador avalia se o comentário é apropriado, se contribui para a atividade e se o profissional respeita enquanto o outro fala. Além disso, são avaliados o uso do português de maneira correta, os vícios de linguagem e as gírias.

Para não ser pego de surpresa, é importante estar antenado às notícias do mercado e da atualidade. Caso não esteja, se a atividade for em grupo, a dica é assumir que não tinha conhecimento sobre o tema, mas que pode aprender com a situação.

Além disso, o candidato deve evitar copiar o outro, por acreditar que essa pessoa está se destacando. É importante ser verdadeiro, pois as máscaras são difíceis de segurar por muito tempo.
É essencial que o candidato respeite a opinião de todos, mesmo sendo contrária à sua. Nesse caso, vale citar que houve divergência, mas que procuraram uma solução para chegar ao objetivo.

Por fim, cabe utilizar o momento para ampliar o networking, pois, como os colaboradores trabalham na mesma área, eles podem se encontrar em algum empresa ou até mesmo indicar uma oportunidade de emprego.

Fonte: Portal InfoMoney

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