O seu CV é um cartão de visita…

 

currículo

O seu CV é um cartão de visita que pode fazer a diferença entre um convite para uma entrevista ou a carta a dizer que não foi selecionado.  Portanto, está na hora de transformar o seu CV numa arma eficaz: 

Informações relevantes refira todas as informações que salientem as suas mais valias e aumentem as possibilidades de obter uma entrevista.

Molde o seu CV ao emprego para o qual se candidata. 

Tamanho reduzido Tente reduzir o seu CV a duas folhas. 

Bem organizado divida o seu CV em seções claras (por ex. dados pessoais, formação, experiência profissional, observações etc.) Coloque bastantes espaços em branco para o tornar mais legível. 

Tipo de CV cronológico fornece uma listagem da sua formação e experiência de acordo com uma sequência lógica no tempo. Um CV funcional junta qualidades e características por área relevante. 

Voz ativa use verbos dinâmicos e ativos como organizar, presidir, ensinar, etc. 

Aparência gráfica Cada CV que envia deve ser uma impressão original. Manchas, dobras nos cantos e vincos são proibidos. 

Dados importantes 

Saiba quais os elementos obrigatórios de um CV. 

Dados pessoais deverá incluir no CV os seus dados pessoais: 

Apelido, nomes próprios, morada, telefone, e-mail, data de nascimento, nacionalidade, estado civil 

Se lhe pedirem uma fotografia convém escolher uma que seja sóbria. 

Formação O diploma mais alto é o mais importante (deve indicar a instituição e a data de conclusão do curso). Cursos adicionais são mencionados na medida em que dizem respeito ao posto para o qual se candidata. 

Conhecimentos de línguas Indique quais são as línguas que domina e em que medida. Exemplo: inglês: bons conhecimentos, tanto falado como escrito. 

Experiência Indique a sua função, em que empresas trabalhou, quando e durante quanto tempo. Faça uma breve descrição das tarefas que desempenhou porque estas podem variar de empresa para empresa. Se ainda não tiver experiência profissional, pode recorrer a um trabalho de férias relevante, a um trabalho temporário ou a um estágio. É importante demonstrar o que aprendeu com essas experiências. 

Outras atividades Aqui pode mencionar os seus passatempos e conhecimentos (por ex. informática) que podem ser úteis no seu novo emprego. Mencione também o seu envolvimento em atividades acadêmicas e associativas. 

Deve mentir no seu CV? Está a ler um anúncio e parece ser dirigido a si, uma vez que satisfaz todos os requisitos. Mas …querem alguém com experiência? “Bem, não tenho experiência nesta área mas tenho a certeza de que consigo aprender.” A maioria de nós já pensou este tipo de coisas, mas como traduzir esse pensamento no nosso CV? 

Veja alguns exemplos: 

Candidato 1: “Azar, não posso candidatar-me para este posto”. E desiste. 

Candidato 2: “OK, não tenho a experiência que pedem, mas invento qualquer coisa. A última empresa onde trabalhei já não existe, ninguém vai saber o que fiz ou não fiz lá.” O candidato dois acrescenta ao CV responsabilidades que nunca teve. 

Candidato 3: “É óbvio que não tenho a experiência que pedem mas posso aprender facilmente o que é necessário para fazer o trabalho. A única coisa que posso fazer é candidatar-me e explicar na minha carta de candidatura que não satisfaço totalmente o perfil mas que farei todo o possível para aprender. Não tenho nada a perder.” 

O candidato três tomou a decisão mais sensata e o número um pode ter deixado escapar um emprego fantástico.  O candidato dois é um perdedor, pois mentir nunca é boa ideia. Afinal, dizer que está doente é diferente de atribuir a si mesmo conhecimentos e experiências que não tem. 

Uma mentira leva a outra? Regra geral, sim. Suponhamos que decide mentir no seu CV. De facto, tem experiência de trabalho numa firma semelhante mas não era verdadeiramente responsável por aquilo que colocou no CV. Pensa que foi uma mentira sem importância, mas vai ver que, mais cedo ou mais tarde, vai questionar-se se foi mesmo uma mentirinha sem importância. 

Um empregador lê o seu CV e fica interessado. É chamado para uma entrevista e é questionado sobre a sua experiência. Agora, vai ter de continuar a mentir o que implica ter que falar de uma forma credível sobre coisas com as quais não está familiarizado. 

Imagine que é recrutado. Ainda pior! Agora tem que fingir que está familiarizado com o trabalho. Até aqui só mentiu à pessoa que o contratou; agora tem que mentir a colegas e eventualmente a clientes. 

E se for apanhado? 

Ainda não falamos do motivo mais evidente para não mentir: ser apanhado! A sua nova empresa pode verificar as suas referências e apanhá-lo de imediato. Pode pensar que não tem nada a temer, se o empregador anterior faliu ou se já não existe, mas pense bem antes de mentir. 

Afinal, o mundo é pequeno e isto é especialmente verdade no mundo profissional, onde todos se conhecem. Sabe lá quem o seu novo chefe conhece, de quem o filho dele é amigo ou de quem foi colega na faculdade!  Nem é preciso que o denunciem. Afinal, nunca exerceu aquela função na vida e não se está a safar lá muito bem… o seu diretor considera-o um incompetente e manda-o embora. 

Por ser mentiroso ou incompetente, você é despedido e começa a procurar um novo emprego. Aprendeu uma lição e jurou que nunca mais mentir, por isso o melhor é fazer um novo CV. 

E agora? O que fazer com o emprego anterior, obtido através de uma mentira? Omiti-lo é mentir novamente. E vai dizer porque foi despedido? Mais uma vez, você é confrontado com a pergunta: posso mentir no meu CV? 

Moral da história: a mentira tem pernas curtas e mais depressa se apanha um mentiroso.

Fonte: ABC do Emprego

 

 

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