Por quanto tempo um profissional consegue enganar o seu empregador?

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Em um desses dias, durante uma reunião com um empresário, falando sobre a importância da postura profissional no dia a dia ele me confidenciou: “infelizmente hoje terei que demitir um colaborador”.

E continuou: “contratado há menos de dois meses, o profissional se comunica muito bem, domina dois idiomas estrangeiros, formado em uma ótima universidade, veste-se bem, mas, poucos dias após sua entrada na empresa percebeu-se que ele não estava tão disposto a colaborar, cometendo várias falhas funcionais”.

A verdade é que fatos como esse acontecem com frequência. Aprovado mesmo em um rigoroso processo de seleção, um profissional, jovem ou com experiência, pode simular conhecimentos e comportamentos e assim mostrar uma faceta que só irá ser revelada no dia a dia após algum tempo. Mas, há outros exemplos de “simulações”, como os abaixo, que um profissional pode demonstrar após a sua contratação.

O profissional que tenha concluído um curso universitário sem efetivamente gostar da profissão. Por exemplo, um profissional da área médica que não tenha nenhuma aptidão para atender doentes ou lidar com fraturas ou sangue. Certamente após algum tempo ele irá revelar o seu descontentamento com as suas atividades diárias e mais dia menos dia ele acaba percebendo que aquele não é o seu lugar. Isso quando não é a empresa que percebe e promove o seu desligamento.

O profissional que não demonstra o mínimo de interesse em pesquisar algo relacionado à sua área de atuação. Exemplo, um advogado que necessariamente tenha que estudar leis e processos não pode se esquivar dessa tarefa de pesquisa, de estudo, sob pena de não sobreviver na carreira.

O profissional que não demonstra interesse em progredir dentro da empresa e na sua carreira. Tome por exemplo um profissional que durante o processo de seleção se revelou tão motivado em desenvolver-se e assim contribuir com sua empregadora e carreira e em seguida, após a contratação, parece esquecer-se de todas as suas metas e objetivos e passa a mirar exclusivamente o seu salário mensal, demonstrando apatia e aversão ao crescimento profissional.

O profissional que não apresenta conteúdo, não tem “sustância”, como dizem os gaúchos. Apesar de demonstrar estar atualizado durante o processo de seleção ele irá demonstrar desconhecimento e falta de atualização em assuntos importantes para o seu dia a dia. Alguém assim certamente terá uma passagem bem curta em qualquer empresa.

Esses são apenas alguns exemplos. Certamente você conhece outros tantos casos de profissionais que passaram por experiências como essas e conseguiram sobreviver por pouco tempo nas empresas que os contrataram.

O fato é que, e o empresário com quem eu conversei bem disso também, parece que os profissionais atualmente estão dando mais valor à sua postura aparente, e para isso buscam um “modelito” padrão para adotar na sua vestimenta, nas suas relações diárias e nas suas atitudes para conseguir um emprego e acabam esquecendo-se que as empresas estão constantemente observando não só o seu comportamento humano, mas também o quanto eles trazem de resultados práticos para os seus negócios.

Portanto, cuidado. Mire uma boa postura enquanto busca o resultado para a sua empregadora. Só assim a sua passagem profissional pela empresa será mais demorada e proveitosa, para você e para ela.

Fonte: *Nelson Fukuyama é Editor-Chefe do portal Dicas Profissionais, Diretor da Yama Educacional e também Colunista do portal Carreira&Sucesso da Catho Online. Suas experiências incluem passagens consultor e executivo de empresas nacionais e multinacionais. A reprodução total ou parcial é autorizada desde que citada a autoria e a fonte Dicas Profissionais www.dicasprofissionais.com.br

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