Razões que levam a empresa a demitir o profissional…

Ao contrário do que muitos podem imaginar, não é apenas o funcionário que perder quando ocorre um processo de demissão.

A empresa também sai prejudicada, pois além dos encargos trabalhistas que estão sob sua responsabilidade, o clima organizacional fica abalado e quem sai, leva consigo o conhecimento que não está contido nem nos arquivos dos computadores, mas sim dentro de sua mente. Mas, quais as principais razões que costumam levar uma empresa a demitir um colaborador? Vamos a alguns deles?

1 – Zona de conforto – Acreditar que sempre sabe de tudo e dizer não ao processo de aprendizagem é candidatar-se a entrar a lista dos possíveis dispensáveis. Hoje, o velho ditado popular “Não é possível ficar parado nem no tempo e nem no espaço”, vale mais do que nunca, afinal empresas e pessoas estão em constante processo desenvolvimento. Para isso, o indivíduo necessita estar disposto a aprender.

2 – Resistência às mudanças – Existem pessoas que nem sabe aquilo que o processo de inovação irá proporcionar e logo utiliza frases do tipo “Isso não vai dar certo” ou, ainda, “Em time que está ganhando, não se mexe”. Dizer não ao novo, é perder espaço dentro da empresa e se mostrar contrário a algo que pode ser uma porta para o crescimento

3 – Geração de conflito – Não há empresa que tenha estímulo de manter em seu quadro um profissional que sempre seja a “mola propulsora” de conflitos internos. Logicamente que ninguém vive em um eterno mar de rosas, mas é preciso saber conviver com os colegas de trabalho e mediar situações conflitantes. Não falo aqui em baixar a cabeça e perder a personalidade, mas sim em ser assertivo, ou seja, saber defender seu ponto de vista com argumentos que façam a outra parte refletir. E quando for preciso, reconhecer que também se pode estar errado e pronto para mudar determinada postura.

4 – Comunicação interpessoal – A comunicação interpessoal tem sido apontada como uma das principais competências que alavancam a carreira de um talento. Contudo, quando a pessoa não consegue colocá-la em prática e tampouco se preocupa em aprimorá-la, cedo ou tarde será mal interpretado e isso pode ser o ponto de partida para um processo de desligamento. Saber comunicar-se bem e ouvir o que o outro tem a dizer, tornou-se indispensável no mundo organizacional.

5 – Comunicação infundada – Uma conversinha aqui, outra ali e a “rádio peão” começa a ganhar força entre os corredores da empresa, disseminando informações infundadas e fofocas que podem prejudicar tanto à organização quanto ao clima interno. O profissional que adere ao clima do “disse me disse” perde credibilidade tanto junto aos seus colegas quanto à liderança. E esse pode se tornar um motivo para desligar a pessoa do quadro funcional.

6 – Presenteísmo – Viver sempre com a cabeça no “mundo da lua”, quando se está no posto de trabalho é comprar uma viagem para fora da empresa. Há pessoas que dedicam boa parte do seu tempo a atividades que não estão relacionadas às suas atividades laborais e depois, quando são desligadas, questionam o motivo da demissão. Estar apenas com o corpo presente na empresa, não significa que se esteja cumprindo com as responsabilidades e nem atendendo às expectativas do negócio.

7 – Absenteísmo – A ausência física do profissional durante o expediente de trabalho é outro grande problema enfrentado pelas empresas. Muitas vezes, o profissional imagina que uma desculpa aqui, outra ali, fará com que a liderança sempre colocará panos mornos nas suas falhas. Por mais que exista flexibilidade na organização, toda ela sempre espera que o colaborador cumpra seu papel e quando este precise se ausentar, justifique-se e, se possível, através de um documento que comprove sua argumentação como um atestado médico ou uma declaração de que precisou comparecer a determinado órgão para resolver um assunto intransferível (presença ao Tribunal Regional Eleitoral, por exemplo).

8 – Trabalho em equipe – Quando se fala que o trabalho em equipe fortalece uma organização não é por acaso. Não existe profissional que tenha conquistas, isolando-se em uma ostra e ficando longe dos seus pares. É preciso que exista uma interação constante entre as pessoas, a fim de que as pessoas possam somar esforços e obterem resultados cada vez mais expressivos.

9 – Competência técnica – Esse é sem dúvida alguma um fator óbvio: a falta de competência técnica para o exercício das atribuições leva o profissional a ser desligado da organização. Não adianta dizer que sabe fazer algo que foge ao seu controle, porque as consequências aparecerão e se tornarão visíveis para os pares e a liderança. Se um novo equipamento for adquirido e seja de difícil manuseio, a área de treinamento existe para auxiliar o profissional a desenvolver as competências que necessárias à sua função.

10 – Eu sou o sol! – “Eu sou o sol… Sou eu que brilho”, essa parte da estrofe da música ‘O Dia Que O Sol Declarou O Seu Amor Pela Terra”, de Jorge Bem Jor, não deve ser levada para o dia a dia corporativo. Isso porque não somos um sistema solar e nada funciona ao redor dos nossos umbigos, pelo contrário. Acreditar que é insubstituível e que a empresa só funciona em torno de si é levar o funcionário ao extremo do egocentrismo fantasioso, porque uma empresa não se faz com uma única pessoa e todos têm o seu valor. Quando o colaborador pensa que é o “astro rei”, brilha para a filha dos demissíveis.

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Fonte : RH.com.br

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