Trocar de emprego com pouco tempo de casa NÃO é antiético…

A falta de ética ( tempo de casa ) não está ligada a mudança, e sim à forma que se conduz

Após o gosto amargo da demissão, a recompensa dos anos de profissionalismo vem com o reconhecimento em forma de oportunidades.

Quando elas aparecem concomitantemente e se pode analisar, definir por aquela que melhor atende às expectativas é perfeito. Mas como poucas coisas na vida acontecem como desejamos, elas normalmente se dão com uma diferença de poucos meses.

A única certeza que se tem é que desempregado não dá pode ficar.

Se a primeira oferta que aparecer for concreta, aceite e garanta o retorno ao mercado de trabalho o quanto antes. Ainda que você esteja participando de outros processos de seleção.

Assim que se tira o peso das costas, os dias, que pareciam longos e intermináveis, tornam-se curtos e agradáveis, e os processos de seleção, antes seculares, andam com uma velocidade inacreditável e várias propostas começam a aparecer.

Surge uma, depois outra. A sensação de alegria é maravilhosa, mas a de dúvida sobre o que fazer é maior: ficar onde está ou ir para outra empresa? O que fazer?

O principal objetivo, a recolocação, já foi atingido. Saiba que é comum aceitar, sem muito critério, a primeira oportunidade que aparece. Não se analisa a condição da empresa nem as perspectivas de crescimento porque o foco é apenas satisfazer a necessidade de estar empregado.

Mas o momento agora é outro: analisar as propostas que começam a aparecer, comparar as oportunidades atuais e as futuras, as condições das empresas, a sustentação política e de estrutura oferecidas por cada uma e o pacote de remuneração.

Cuidado para não negligenciar a sua carreira, acreditando que agora, estando empregado, seja antiético trocar de empresa em tão pouco tempo.

Da mesma maneira que as corporações tomam decisões de cortar profissionais com pouco tempo de contratação pelos mais diversos motivos, sempre visando o melhor para elas, é absolutamente aceitável que um profissional escolha mudar de empresa buscando o que for melhor para sua carreira.

A falta de ética não está ligada a mudança, e sim à forma que se conduz. Da mesma maneira que as empresas ficam marcadas por tratarem os profissionais de forma leviana quando executam cortes em processo atabalhoado, os profissionais ficam marcados quando pulam de galho em galho sem justificativa.

Converse com seu chefe, explique o momento pelo qual passou, as buscas por recolocação e apresente, de maneira clara, objetiva e sempre sincera, os motivos pelos quais está decidindo mudar de empresa.

Sinceridade e honestidade, apesar de serem dois predicados em extinção nas corporações, ainda são as melhores maneiras de manter as portas abertas nas corporações para oportunidades futuras e garantir que a network pessoal possa sempre ser usada.

Fonte :Alberto Parada Professor de MBA e Pós-graduação da Fiap

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